Resignificando a vida

Quantos anos você tem?

Quando somos criança sonhamos ser adolescente, quando alcançamos esta fase, desejamos ser adultos e, quando adultos, queremos que o tempo se perca na contagem dos anos, das horas e até mesmo dos minutos.

Nunca tive crise de idade, mas sei que é bem comum.

Tem gente que tem crise ao chegar nos 30, 40, 50 e assim por diante.

Pra mim, a fase mais drástica foi a adolescência! Eta fase complicada.

Lembro até hoje que tive uma paixão platônica por um colega do colégio que, possivelmente, nunca soube que eu existia.

kkkkkk sofri em vão.

Deveriam inventar uma pílula para amenizar os transtornos da adolescência. Além do sofrimento que todo adolescente passa, também incomoda muita gente.

Ficar mais velho e envelhecer não é exatamente um processo “indolor” e invisível pois, à medida que o tempo vai passando, as transformações são inevitáveis.

O corpo não é mais o mesmo e, a não ser que você seja super dedicado ao exercício físico e faça uma dieta saudável, o que não é o meu caso, dificilmente vai conseguir manter o corpinho de bailarino espanhol que tinha aos 21 anos.

O cabelo, por mais que você se iluda, terá vontade própria e os brancos farão parte da família. Pra tentar manter o mesmo estilo, precisa de tinta pra dar uma enganada nos novos membros.

A pele não fica tão firme, sem falar nas mudanças com a resistência e o surgimento das dores, ah as dores. Tem uma prima que fala: “depois dos 40, só não nasce rabo, porque todo o resto surge de repente”, por mais que a gente tente impedir.

Depois deste discurso de terror, vamos falar do lado bom: o envelhecimento nos dá o benefício da dúvida com as verdades prontas. Ficar mais velho representa, pra quem estiver disposto, uma oportunidade de aprendizado e evolução. Nos dá o “poder” da clarividência sobre o que realmente importa.

Não precisamos mais ficar preocupados com o que os outros vão pensar, com o julgamento alheio e com a nota que a sociedade vai nos dar no concurso de representação da vida perfeita.

A gente fica mais esperto e deixa as futilidades de lado. Toma consciência que as perdas e os ganhos, dependem única e exclusivamente da gente. E que gastar tempo com bobagem é o mesmo que perder tempo de vida.

Quando alguém me perguntava qual a minha idade, com medo de ouvir a verdade, geralmente respondia: quantos anos você acha que eu tenho? Como se isso fosse mudar alguma coisa.

Pois, a idade numerológica não significa muita coisa. O que realmente importa é como a gente se sente diante da vida: o que já viveu, sofreu, ganhou, perdeu e construiu. De que forma atuamos em prol da nossa felicidade.

Cada um sabe a sua realidade.

Outro dia vi numa série do Netflix um diálogo muito interessante; um casal na faixa dos 30 anos, que estava no primeiro encontro, falava sobre idade. A mulher perguntou para o homem qual a idade eterna dele, a que ele sentia ter secretamente. Ela sentia ter 75 anos pois achava que sabia demais para a idade que tinha, sentia o peso de uma vida bem mais extensa.

Já eu, de uns tempos pra cá, tenho feito as contas ao contrário: quantos anos eu ainda tenho pra viver? Esta é a minha idade.

Então, quantos anos você tem?

Como bem diz a música do Lulu Santos:

“Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir”

E na minha versão: hoje e agora!

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